República Tcheca x África do Sul: ambas em busca de fôlego na Copa do Mundo em Atlanta
Duas seleções abaladas por derrotas na estreia se enfrentam no Mercedes-Benz Stadium, onde um segundo revés seguido pode deixar República Tcheca ou África do Sul em situação muito difícil no grupo.
A República Tcheca chega lambendo as feridas após a derrota por 2 a 1 para a Coreia do Sul no primeiro jogo do grupo, resultado que rapidamente transformou expectativa em urgência. Antes do torneio a equipe parecia afiada, superando Guatemala e Kosovo em amistosos, mas o tropeço diante da Coreia escancarou como as margens são estreitas neste nível. Com veteranos como Tomas Soucek, do West Ham, dando equilíbrio ao meio-campo, e Patrik Schick e Adam Hlozek carregando o poder ofensivo, os tchecos têm artilharia para reagir; só precisam fazer tudo funcionar na hora certa.
A história da África do Sul é igualmente tensa. Os Bafana Bafana foram batidos por 2 a 0 pelo México na estreia e vivem um momento complicado, com apenas duas vitórias nos últimos oito jogos, sequência que remonta a uma desgastante campanha na Copa Africana de Nações. O grupo jovem e intenso de Hugo Broos precisará reencontrar a garra que o levou à classificação, porque mais uma tarde sem gols praticamente encerraria suas chances de avançar.
O duelo tático aposta nos contrastes. A República Tcheca costuma jogar com presença física e objetividade, buscando acionar os atacantes cedo e se apoiar na força aérea nas bolas paradas. A África do Sul, em comparação, é construída na velocidade e na movimentação da juventude de nomes como Relebohile Mofokeng e Mihlali Nkota, na esperança de esticar uma defesa tcheca que não fica sem sofrer gols há meses.
Gols de um lado e nervosismo do outro devem definir o confronto. A República Tcheca vem marcando bastante, mas também sofrendo, enquanto a África do Sul tem tido dificuldade para balançar as redes com regularidade, passando em branco em três de seus jogos recentes. Por isso os vinte minutos iniciais são cruciais: quem se encontrar primeiro pode ditar todo o ritmo da partida.
Para os neutros, é o tipo de jogo que faz a fase de grupos valer a pena: duas seleções ambiciosas com tudo ainda a conquistar e sem espaço para hesitação. Para suas torcidas, é mais simples do que isso. É o jogo que mantém o verão vivo, e os dois lados vão prender a respiração em Atlanta.
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