Espanha x Bélgica: os enredos das quartas de final da Copa do Mundo, momento das equipes e o que ficar de olho
A defesa fechada e invicta da Espanha encara o ataque implacável da Bélgica em umas quartas de final da Copa do Mundo de 2026 cheias de duelos no meio-campo e da tensão do mata-mata.
A Espanha fez do controle a marca de sua campanha. Invicta nos últimos sete compromissos, sofreu apenas dois gols nesse período e manteve cinco jogos sem ser vazada, um ritmo defensivo sustentado por David Raya e por uma linha em que o jovem Pau Cubarsí segue crescendo nos grandes palcos. Uma goleada por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita e uma suada vitória por 1 a 0 diante do Uruguai mostram um time capaz de dominar ou de sofrer para vencer e, com Rodri comandando desde a base do meio, os espanhóis vão querer a bola e o ritmo.
A Bélgica traz outra energia. Os sucessores de Marc Wilmots apostaram no ataque e vêm balançando as redes a uma média superior a dois gols e meio por partida nos últimos seis meses, incluindo um 5 a 1 sobre a Nova Zelândia e uma virada de raça contra os Estados Unidos. Kevin De Bruyne segue sendo o coração criativo, Jérémy Doku o desequilibrador pelos lados e Romelu Lukaku a referência no ataque, dando aos Diabos Vermelhos um perigo que a Espanha raramente enfrentou neste torneio.
A batalha tática quase se escreve sozinha. A Espanha vai tentar tirar o espaço da Bélgica e transformar a posse em um sufocamento lento; a Bélgica vai buscar sair rápido com Doku e De Bruyne no instante em que a marcação espanhola for rompida. Quem levar a melhor nos duelos de meio-campo entre Rodri, Fabián Ruiz, Youri Tielemans e Amadou Onana deve moldar a noite.
Há também escolhas de escalação para saborear. Nico Williams e Mikel Oyarzabal dão à Espanha de Luis de la Fuente velocidade e efetividade pelas pontas, enquanto a Bélgica pode recorrer a Leandro Trossard e Charles De Ketelaere no banco para mudar o panorama na reta final. Em um mata-mata de jogo único, o treinador que ler primeiro o momento pode desequilibrar um confronto tão parelho.
Para os torcedores, estas são as quartas de final para as quais a Copa do Mundo foi feita: uma Espanha invicta que quase nada concede diante de uma Bélgica que marca quase à vontade. As duas seleções sentem o peso da expectativa e a atração de uma semifinal ao alcance, e nenhuma vai querer vacilar primeiro.
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